8 de dezembro de 2010

XII Mostra Dulcina

Eis o humor negro! Corrigindo: afrodescendente. Que os Irmãos Guimarães são referência de qualidade teatral nesta cidade é fato. Mas em Chá e Cianureto esperava-se mais. É que quando se alcança certo nível, a exigência é maior. Na última peça que assisti tudo era tão coreografado e espetacular que, neste momento, me pareceu um tanto "chocho". Talvez o script não permitisse tais intervenções, tampouco essa fosse a proposta da direção que afirmou em entrevista ao Correio Braziliense não querer reinventar teatro. Quem sou eu para julgá-los? Boa pergunta: sou o público e estou mais que habilitado. Eu quero inovação, sim! Quero ser surpreendido! Qual razão haveria em variadas montagens de um mesmo texto senão explorar o fator-surpresa, a interpretação subjetiva, a sutileza nunca experimentada antes. A ambientação estática poderia ter incomodado muito mais, contudo a dinâmica cênica juntamente com uma tipificação determinante nos deixam compenetrados. O time cômico acontece e o resultado é redondinho. Permanece o figurino extravagente - marca registrada da dupla - que muito me agrada. Ressalva aos atores que interpretam Teddy Brewster e a Srta. Witherspoon. O primeiro diz tudo sem esboçar uma só palavra - linguagem corporal levada a sério. Já a atriz que interpreta a madre-superiora tem uma participação pequena, mas extremamente relevante. Ficou interessado? Perdeu! A última apresentação foi hoje. Mas não desanime, estamos no 2º tempo da mostra, se correr ainda dará tempo de curtir uma porção de coisas legais. PS: a trilha sonora traz uma versão fenomenal blues/soul de I Will Survive . Se você conhece me dá os créditos nos comentários.

Por Alencaragão

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